domingo, 3 de fevereiro de 2008

ARBITRAGEM NO FUTEBOL AMADOR

É preocupante o nível de nossa arbitragem hoje em dia, qualquer Zé Mané, pode dizer ser árbitro de futebol amador, a maioria deles não tem um curso de especialização, simplesmente vestem um uniforme, que custa em torno de R$ 20,00, compram dois cartões, vermelho e amarelo, que custa em torno de R$ 4,00, e saim apitando pelos campos, fazendo cada barbaridade, inclusive interferindo em resultados, pondo em risco a vida de várias pessoas, porque, numa interpretação eronia, ele pode provocar a ira de vários torcedores e jogadores, fazendo com que aquela partida se trasnforme em pancadaria.
As Ligas tem que se profissionalizarem, exigindo o diploma do curso de árbitro dessas pessoas, ainda mais que agora se tornou uma profissão, muitas pessoas hoje em dia vivem da arbitragem, muitos ganham mais do que no seu próprio serviço, e outro agravante, exigem receber após o término do jogo, ora, sejamos razoáveis, se um profissional faltar ao serviço, ele será descontado, agora se um árbitro faltar à sua escala, o que acontece com ele, nada, simplesmente ele alega ter tido problemas de trabalho ou de ordem pessoal.
Defendo a tese, de que os árbitros tenham que receber mensalmente e caso faltem à algum compromisso sejam deduzidos do valor que tem a receber a sua irresponsábilidade, assim eles teriam uma maior obrigação com as Ligas. Muitos árbitros podem chegar a ganhar mais de três salários mínimos, por mês, trabalhando apenas três horas por dia, esse dinheiro é livre de encargos sociais, como I.N.S.S. e Imposto de Renda, por isso antes de pagar, solicite um recibo de pagamento com o número do C.P.F. , para que voce possa prestar conta com a receita, informe que pagou a quantia no valor especifico do recibo, pelos serviços prestados de arbitragem e ele terá que declarar essa quantia, caso ele não declare, sua declaração poderá ir parar na malha fina.
Os presidentes de Ligas tem que agir como um empresário, ser mais exigentes, deixar a amizade de lado e por o negócio à frente, digo negócio, porque hoje em dia arbitragem virou profissão e como toda profissão tem que se exigir o melhor desses profissionais, apesar de não serem regulamentados no I.N.S.S. como profissionais. Os primeiros passos são as escalas, normalmente existe um árbitro que diz ter um grupo que trabalha com ele, árbitros experientes e com cursos de arbitragem, esse árbitro fica responsável pela escala, é ai que começa os problemas, na maioria das vezes, existem trocas de favores entre eles, por exemplo, o mesmo argumento utilizado na Liga “A” é utilizado nas Ligas “B”, “C” e “D”, de que se tem um grupo que trabalha com ele, árbitros experientes e com cursos, só que quem apresenta a proposta é uma outra pessoa, com isso eles conseguem estar apitando nas quatro principais cidades da região, alterando apenas alguns árbitros e quando você vai exigir uma arbitragem boa, você houve que tal árbitro não poderá apitar porque está apitando na cidade vizinha e você fica refem daqueles árbitros meia boca, existem vários árbitros excelentes, mas querem sempre estar apitando dois jogos, não se contentam em apitar um jogo, se voce escala ele para apitar apenas um jogo e na cidade vizinha ele for apitar dois jogos ele nem satisfação te dá e você fica com um problema, sem árbitro. Quando também não acontece de ele estar apitando aqui, por exemplo, o jogo das 13h, e tem que apitar o jogo das 15h. na cidade vizinha, ele quer começar o jogo o mais rápido possível, querendo de qualquer maneira dar WO nos clubes e deixar o problema para a Liga, pega o seu carro e vai correndo para o outro jogo, ou se não tiver jeito, apitar o jogo, não dar o tempo correto, ficar apertando no intervalo os clubes para começar logo o jogo e não dar os descontos devidos, quando acaba o jogo, nem se troca, pega o carro e vai correndo, chegando ao seu destino pelo menos com quinze minutos de atraso. Agora pergunto-lhes, que condição psicológica esse ser humano tem para apitar a partida, sofrendo uma pressão das equipes, torcedores e diretores de clubes, é onde acontece os erros de arbitragem que ninguém entende, todo mundo viu, menos quem devia, o árbitro, aí é que acontecem as barbaridades no futebol, a violência, a insatisfação e até mesmo o descrédito de um trabalho que não começou naquele jogo, mas sim, de um planejamento feito à mais de dois meses pela Liga organizadora do evento. Se formos analisar, as confusões existentes no campo de futebol ,normalmente é causada por um erro de arbitragem, temos que mudar essa imagem do futebol e para começar, temos que exigir uma resposábilidade maior dos árbitros que apitam em nossa região.
O árbitro tem como obrigação, preencher o seu relatório de árbitro corretamente, especificando os fatos ocorridos nas partidas, não analfabetos que nem sabem o que estão escrevendo, sem dizer que a letra da maioria não dá nem para se entender o que está escrito, esse relatório é fundamental para que os procuradores das Ligas possam estar fundamentando suas denúnicas, que seram encaminhadas para julgamento da Comissão Disciplinar dos Tribunais de Justiças Desportivas.
A LIGA DESPORTIVA SANTISTA, está adotando esse critério, só apita quem estiver com o curso de arbitragem atualizado, não vamos aceitar árbitros formados de boca, temos que exigir o melhor para os clubes que participam de nossos eventos, por isso o responsável pela nossa arbitragem terá que ter o curso de arbitragem.

José Roberto de Oliveira é Presidente da LIGA DESPORTIVA SANTISTA
Formado em Ciências Contábeis desde 1993
Faculdade AELIS (UNIMONTE)
Funcionário a 20 anos da Câmara Municipal de Santos
Coordenadoria de Expediente do Gabinete da Presidência
Técnico do Planalto Santista, Vice-Campeão do Torneio da Amizade de 1996
Fundador e Presidente da Associação Metropolitana de Futebol de Praia
Presidente do Planalto Bela Vista F.C.
Fundador do Marapé F.C.
Técnico do Marapé F.C., Vice-Campeão Santista de 2004
Técnico do VeredaSat, Campeão do Futebol de Areia de 2006
Técnico do Fátima F.C., Campeão da Taça São Vicente de 2007
Diretor de Esportes da Liga de Futebol Amador de Santos

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